O casal vinha para registrar sua filha, nomeá-la. O pai diz:
– Talvez você não precisasse ter vindo. A mãe gera e põe no mundo. Quem dá nome é o pai.
A mãe nem responde. Segue, com uma leve brisa batendo no rosto.
No cartório, escrivão a sua frente, o pai diz:
– Rosa Faria de Almeida Prado.
Enquanto escreve, o escrivão pensa: seria mais bonito Rosa Maria de Almeida Prado.
E escreve.
Ao entregar o documento, seus olhos brilham, assim como os olhos dos pais de Rosa.
Ao sairem na rua, a brisa continua a bater, e a luz é gloriosa.
O pai pensa, satisfeito: Rosa Maria de Almeida Prado.
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Um comentário:
afinal ficou RMAP ou RFAP?
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