A mais ou menos um mês atrás, na sua coluna de quinta feira da Folha de São Paulo, o emérito historiador britânico Kenneth Maxwell tratou de um assunto que ele chamou de incômodo e que, na opinião dele a opinião pública vinha se recusando a ver e a tratar. Ele apontou para o fato de estar havendo, na américa do sul de hoje, uma corrida armamentista encabeçada pela Venezuela. Citando dados consolidados, apontou os gastos de mais de 4 bilhões de dólares já efetuados na compra de vastos meios militares (aviões, helicópteros, fábricas de fuzis e de munições, blindados etc) sob a justificativa de necessidades de defesa contra o "Império". Maxwell descarta essa explicacão como cortina de fumaça e levanta a possibilidade de que os objetivos de tal esforço bélico está muito mais centrado na américa do sul do que em disputas com os EUA. E acrescenta que essa é uma questão que muito mais cedo do que tarde os países sulamericanos, e especialmente o Brasil, terão que atentar.
Hoje, depois das ameaças de Hugo Chávez de intervir militarmente na Bolívia feitas na segunda-feira, pude observar em pequenas notas nos jornais, que o assunto começa a movimentar autoridades constituídas brasileiras.
Acho que isso ainda vai dar muito o que falar.
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